Gêneros Textuais


Confira questões resolvidas sobre a Regência Nominal:

1) ENEM 2015
Em junho de 1913, embarquei para a Europa a fim de me tratar num sanatório suíço. Escolhi o de Clavadel, perto de Davos-Platz, porque a respeito dele me falara João Luso, que ali passara um inverno com a senhora. Mais tarde vim a saber que antes de existir no lugar um sanatório, lá estivera por algum tempo Antônio Nobre. “Ao cair das folhas", um de seus mais belos sonetos, talvez o meu predileto, está datado de “Clavadel, outubro, 1895". Fiquei na Suíça até outubro de 1914.
BANDEIRA, M. Poesia com pleta e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.
No relato de memórias do autor, entre os recursos usados para organizar a sequência dos eventos narrados, destaca-se a
a) construção de frases curtas a fim de conferir dinamicidade ao texto.
B) presença de advérbios de lugar para indicar a progressão dos fatos.
c) alternância de tempos do pretérito para ordenar os acontecimentos.
d) inclusão de enunciados com comentários e avaliações pessoais.
e) alusão a pessoas marcantes na trajetória de vida do escritor.

2) APMBB 2024 - Leia a crônica “Liberdade”, de Clarice Lispector, para responder à questão abaixo.
Houve um diálogo difícil. Aparentemente não quer dizer muito, mas diz demais.
— Mamãe, tire esse cabelo da testa.
— É um pouco da franja ainda.
— Mas você fica feia assim.
— Tenho o direito de ser feia.
— Não tem!
— Tenho!
— Eu disse que não tem!
E assim foi que se formou o clima de briga. O motivo não era fútil, era sério: uma pessoa, meu filho no caso, estava-me cortando a liberdade. E eu não suportei, nem vindo de filho. Senti vontade de cortar uma franja bem espessa, bem cobrindo a testa toda. Tive vontade de ir para meu quarto, de trancar a porta a chave, e de ser eu mesma, por mais feia que fosse. Não, não “por mais feia que fosse”: eu queria ser feia, isso representava o meu direito total à liberdade. Ao mesmo tempo eu sabia que meu filho tinha os direitos dele: o de não ter uma mãe feia, por exemplo. Era o choque de duas pessoas reivindicando — o que, afinal? Só Deus sabe, e fiquemos por aqui mesmo (Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999.)
O gênero textual crônica pode provocar reflexões profundas a partir da apresentação de situações banais do cotidiano.
A autora demonstra ter consciência desse aspecto no trecho:
a) “Aparentemente não quer dizer muito, mas diz demais” (1o parágrafo).
b) “— Tenho o direito de ser feia” (5o parágrafo).
c) “E assim foi que se formou o clima de briga” (9o parágrafo).
d) “Era o choque de duas pessoas reivindicando — o que, afinal?” (9o parágrafo).
e) “Só Deus sabe, e fiquemos por aqui mesmo” (9o parágrafo).

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